O Simbolismo na literatura brasileiradurou de 1893 a 1902 (ou até cerca de 1910), funcionando como uma reação contra a objetividade do Realismo, do Naturalismo e do Parnasianismo. [1, 2, 3]
Marco Inicial
- 1893: É considerado o ano de início do movimento no Brasil com a publicação simultânea de duas obras de Cruz e Sousa: Missal (prosa poética) e Broquéis (poesia). [1, 2]
Características Principais
- Subjetivismo e misticismo: Foco no mundo interior, na espiritualidade, nos sonhos e no transcendental.
- Antimaterialismo e antiracionalismo: Rejeição ao positivismo e ao cientificismo da época.
- Musicalidade e sonoridade: Uso intenso de recursos fonéticos como aliterações (repetição de consoantes) e assonâncias (repetição de vogais) para criar ritmo de “canto”.
- Sinestesia: Mistura de diferentes percepções sensoriais (visão, audição, tato, olfato, paladar) em uma mesma imagem poética.
- Linguagem sugestiva: Uso de símbolos e metáforas que sugerem emoções em vez de explicá-las de forma direta.
- Obsessão pela cor branca: Muito forte na obra de Cruz e Sousa, simbolizando a pureza espiritual. [1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8]
Principais Autores
- Cruz e Sousa (1861–1898): O maior expoente e precursor do movimento no país. Sua poesia é marcada pela angústia metafísica, pela dor e pela predileção pela cor branca. Principais obras: Broquéis, Missal, Faróis e Últimos sonetos. [1]
- Alphonsus de Guimaraens (1870–1921): Destacou-se por uma poesia profundamente religiosa, mística e melancólica, frequentemente ligada à morte de sua noiva e a temas como catedrais e capelas. Principais obras: Dona Mística, Câmara ardente e Septenário.

A Hora da Estrela (1977)é o último livro publicado por Clarice Lispector em vida e é considerado uma das maiores obras-primas da literatura brasileira.
O romance sintetiza toda a busca existencial da autora, mas traz uma novidade: uma forte camada de crítica social, fundindo a miséria material com a miséria da alma.


